FOTOGRAFIA DE MODA: “ILUMINAÇÃO QUADRANGULAR COM 3 FLASHES PORTÁTEIS + REFLETOR”

“APRENDA A USAR O FLASH PORTÁTIL EM ESTUDIO”                       (FUNCIONA DA MESMA FORMA COM STROBES DE ESTÚDIO)

FOTOGRAFIA DE MODA: “ILUMINAÇÃO QUADRANGULAR DE 3 FLASHES + REAPROVEITAMENTO DA LUZ PARASITA COMO FILL LIGHT COM REFLETOR PRATEADO COM A LUZ PRINCIPAL EM FEATHERING LIGHT*”

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Bom dia, amigos!!! 🙂

Aqui há algumas técnicas de iluminação bastante interessantes que fui aprendendo nos meus quase 30 anos de fotografia profissional.

Vejo muita gente que “bota luz” quando deveria “iluminar” e que não faz idéia do que deve estar no raciocinio antes de fazer a escolha dos acessórios (modifiers).

Hoje vou praticamente dar uma aula sobre o assunto … E melhor de tudo … Grátis!!! 😉

Acho que até vou “inventar” um workshop para qualquer parte do mundo sobre “técnica de iluminação de estúdio com flashes portáteis e strobes” …

O que acham?!

Quem estiver interessado, é só entrar em contato comigo pelo facebook (inbox) e passamos 2 dias fantásticos onde ensino tudo o que sei sobre o assunto, ok?

A partir de agora, quero que cada um de vocês venha comigo e me acompanhe por esta  foto para que eu possa explicar os motivos que me levaram a escolher cada modifier:

1401190_10152141019866352_714537316_o(modelo: Jaque Martins / Make up & Hair: Omar Bergea / Styling: Vanessa M)

1) A luz de recorte feita com sombrinha prateada+um flash portátil em 1/2 potência (que pode ser  também strobe de estudio):

Dica: A  luz de recorte deve sempre ser calculada para se destacar das outras e a sombrinha prateada devolve a luz numa configuração entre soft (difusa) e contrastada criando uma linha que percorre o lado esquerdo da modelo desde o antebraço até a parte superior da cabeça.

2) A posição e ângulo da sombrinha manda uma parte da luz  1 cria o recorte mas a luz que se perde (luz parasita) passa pelo fundo e é recuperada pelo refletor prateado (2) fazendo o preenchimento (fill light) no lado direito da foto recuperando a textura dos cabelos (importante!!!)

 3)  Esta é nossa luz principal construida com um flash portátil+softbox 60×60 cm (daquelas bbb … boa, bonita e barata) apontada para o fundo (reparem) para que eu possa usar a lateral do modifier que dá uma luz muito mais interessante do que simplesmente apontar para a modelo como vejo tantos pseudo-formadores que andam por ai espalhados aos milhões (e ganhando muito dinheiro).

“Feathering light” é algo que uso há muitos anos e na prática significa que vc pode usar a posição não frontal da luz controlando a transição tonal das altas luzes para as sombras criadas pela lateral do modifier (melhores resultados com softbox ou beauty dish por terem a borda mais definida).

Vou bater na mesma tecla e repetir que a  precisão do flashmeter/fotometer é de 1/10 (décimos de fstop) enquanto no olhômetro/chutômetro só se pode ajustar de 1/3 de fstop!!!

O ”olhômetro”  pode funcionar razoavelmente bem quando todas as fontes são “limpas”, ou seja, sem qq modifier que como o próprio nome diz, “muda a luz” e isso muda, também, o numero guia de cada flash tornando impossível, pelo menos para mim, ajustar a luz com precisão e segurança na frente do Cliente.

Como já sei que muitos de vocês vão perguntar a minha opinião sobre “o melhor flashmeter” vou colocar aqui uma boa opção que tem a melhor relação custo x qualidade x benefício que muitos alunos compraram por ser mais barata e com possibilidade de regulagem dos incrementos de ev +/- 0,3 e isso já dá resultado coerente com cameras configuradas para variações de +/- 0,3 nos f/stops (terços).

Sekonik l308s e segue o video que ajuda muito:

4) Um snoot aqui entra completamente fora do “habitat” natural (\0/) que é como luz de cabelo que eu detesto pq tem sempre um efeito especular (brilho pontual mal distribuido) … Mas, aqui, está apontado diretamente para a região entre o queixo e a coxa onde os ev estavam em zonas muito distantes da escala do sistema de zonas como todos os meus alunos também já sabem!!!

Quem ainda não sabe o que é o sistema de zonas e como ele pode mudar (para melhor, claro!!) Completamente a sua fotografia, pode ver o meu e-book low cost que “cost” o mesmo que um café+pão com manteiga e está no link:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151308119816352&set=a.10150652094791352.447992.595591351&type=3&theater

A relação dos EV´s na fotometria ficou assim:

Flash 1: 1/2 potência no flash (a luz mais forte aqui)

Refletor 2: Usar a Lei do Inverso do Quadrado da Distância aproximando ou afastando até que a leitura no ombro seja igual à 1/2 da leitura do flash 1) ou usar a regulagem da potência diretamente no flash.

Flash 3: 1/4 potência no flash (seria 1/2 em relação ao flash 1)

Flash 4: exatamente a mesma leitura que estiver no ombro da modelo.

Fazer isso sem flashmeter e acertar tudo logo na primeira??!

Eu duvido!!!! 😉

Mas há quem não ligue à minima em estar ao lado do cliente num tal de clica>olha interminável … Mas não é o meu estilo!!!

Abreijos!!!!  … Tamujunto!!!

É NÓIS!!! 🙂

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Obrigado e um grande abraço!

Fernando BagnolaFernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1984 atua nas áreas de moda e publicidade, vive em Portugal há 8 anos e desenvolve formações de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil e Portugal.
portfolio: www.fernandobagnola.com               workshops: http://workshop.fernandobagnola.com 

 

TÉCNICA DE ILUMINAÇÃO PARA FOTOGRAFIA DE MODA (com esquema de luz completo)

“APRENDA A USAR O FLASH EM ESTÚDIO”
(com esquema completo de luz para strobes de estúdio ou speedlites)

Olá, Amigos da EFO!!!

Aqui vai um exemplo de iluminação muito utilizada em moda e que está baseada no triângulo Separation Light – Key Light – Fill Light mas com ratios um pouco diferentes na relação entre Luz Principal, Luz de Preenchimento e Luz de Recorte.

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(modelo: Pamela-ELITE | make up/hair: Omar Bergea | Foto: Fernando Bagnola)

Na prática, e simplificando para que todos possam entender e, melhor ainda, que possam conseguir os mesmos resultados com flashes portáteis, há um flash acima da cabeça com regulagem de potência que é o dobro em relação ao que fica na frente como Luz Principal na frente da modelo com uma sombrinha branca (refletora) que produz sombras mais marcantes dando mais tridimensionalidade.

Fechando a iluminação triangular, há outro flash com sombrinha branca (refletora) com a mesma potência do frontal, porém, com o dobro da distância que corresponde a perda de 3/4 da luz segundo a lei do Inverso do Quadrado da Distância que uso desde o tempo que fazia os meus trabalhos em fotografia analógica.

Exemplo: Se a leitura do fotômetro do flash superior que faz a luz nos cabelos estivesse em 11, valor da medição frontal deveria dar 1 f/stop a menos, (fstop 8) e o terceiro deve dar menos 1 fstop em relação ao segundo (fstop 5.6) que corresponde, exatamente, a 1/4 da potência do primeiro.

Embora veja pouca gente usando sombrinhas, posso garantir que é uma forma excelente de conseguir bom contraste na captação sem precisar recorrer aos programas de edição que atingem a toda a imagem e desta forma evito a perda de detalhes das Zonas de altas luzes (testa, ombro e lateral do corpo).

Um detalhe importante, para quem gosta de ir a fundo nas coisas, aqui também podemos ver a aplicação prática do sistema de zonas no fundo que aparece levemente acinzentado porque eu afastei a modelo do fundo branco da luz fazendo com que baixasse de zona na escala de cinzas resultando nesse soft gradient (degradê invertido) já que a zona inferior do fundo recebe mais luz refletida do chão.

Um esquema que as agências de modelo gostam muito nos composites e serve também para fotos de Beauty exatamente pelo controle preciso dos brilhos e texturas da pele e dos tons do make up.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Fiquei muito contente em ver que muita gente gostou da minha ideia de criar um novo post com o esquema de iluminação detalhado no dia seguinte à publicação de uma foto minha.

E como ontem, dois bons Amigos mandaram mensagens de alerta sobre um possível erro que havia numa das notas (post it em amarelo no esquema), resolvi criar uma resposta geral aqui porque está tudo correto e vou explicar mais uma vez para que todos possam entender como funciona a “ILUMINAÇÃO TRIANGULAR: RATIO (X) (X/2) (X/4)”:

Pamela 1

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Filipe Marinho (Portugal)
Oi Fernando,
No esquema de luzes da foto que acabei de comentar tem um erro no post it FOTOMETRIA: 3) x/4 (1/2 da 2) … em vez de 1/2 da 1. Aviso para corrigir.
Um abraço
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Celso Nakamura (Japão)
Bom dia Sensei,
No esquema de luz q você fez na foto está escrito q X/4 é ½ da 1 mas não é ¼ da 1? Abraço
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Respostas:

Olá (Celso e Filipe):

Não tem nada errado ali. 🙂

Eu já imaginava que alguns iriam pensar que eu errei mas está tudo bem afinado e agradeço pela atenção aos detalhes e, antes de tudo, pela amizade.

É a Lei do Inverso do Quadrado da Distância na prática que eu uso há 30 anos, (inclui um exemplo visual aqui), que diz assim:

“Dobrou a distância, perde 3/4 da luminância (75%)” e para quem usa o olhômetro (ainda!?), depois faz um ajuste fino de 1/3 de fstop .

Resumindo e concluindo:

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O que vale aqui é o resultado final da fotometria no ratio (X) (X/2) (X/4) sempre com uma diferença de 1fstop entre elas usando a potência da fonte ou a Lei do Inverso do Quadrado da Distância como opção se não houver espaço suficiente no estúdio e também por ser a única forma é para quem não tem fotômetro (ainda!?) poder fazer também. Para quem usa fotômetro já faz isso com precisão decimal (1/10 em relação ao 1/3 do olhômetro) na regulagem da potência diretamente sem se preocupar com mais nada.

A 2 (X/2) tem 1/2 da leitura da 1 e a 3 também, mas a 3 (X/4) com o dobro da distância da 2 que faz o mesmo efeito de ter 1/2 da potência da 2 como eu escrevi no post it.

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E não tem nada a ver com a potência regulada na fonte de luz … até porque se usarmos um modifier (acessório modificador) diferente entre elas a potência pode ser a mesma mas a fotometria vai mudar e temos que reajustar até que dê o valor de 1/2 da X1 para a 2 e 1/2 da X2 para a 3 e vem dai a importância fundamental do fotômetro nessa hora.

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Vou incorporar esta observação no final do post da EFO e agradeço, mais uma vez por terem feito a pergunta muito oportuna.

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Grande abraço Celso e Filipe e espero que tenham entendido.

É NÓIS!!! 🙂

 

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Obrigado e um grande abraço!

Fernando BagnolaFernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1984 atua nas áreas de moda e publicidade, vive em Portugal há 7 anos e desenvolve formações de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil e Portugal.
portfolio: www.fernandobagnola.com                 workshops: http://workshop.fernandobagnola.com 

 

FOTOGRAFIA STROBIST DE MODA & BEAUTY

Bom dia, Amigos da EFO!!!

EFO 3

Modelo: Alexandra Collares | Make up/Hair: Omar Bergea | Styling: Vanessa Moraes  

Resolvi tirar do meu Baú de Segredos uma das construções de iluminação criadas por mim que mais gosto de executar à qual dou o nome de ILUMINAÇÃO COMBINADA, por 3 razões principais:

1)      Por ser, literalmente, uma combinação de técnica STROBIST (flashes portáteis) assumindo o controle do disparo das cabeças de flash de estúdio juntamente com o aproveitamento da luz (fill light) através de 2 placas de esferovite brancas como mostra o diagrama que preparei.

 2)      A outra razão é porque cria uma volumetria interessante dentro de um ambiente high-key, o que não acontece normalmente nesse tipo de iluminação que tende para o aspecto mais “flat” nos padrões dos relevos em função dos EVs entre luzes e sombras muito mais próximos.

3)       É um esquema de iluminação que poder ajudar a quem quer entrar no mercado da Moda Editorial e também muito bem encaixado naquilo que as grandes agências de modelo precisam (e gostam).

EFO 1

Embora eu seja adepto fervoroso do flashmeter, sei que aqui em Portugal há uma linha de pensamento que dispensa esse importante equipamento já que, segundo esta corrente, “isso é coisa do passado analógico onde não havia possibilidade de avaliação pelo LCD ou pela análise do histograma.”

Acho isso uma grande … hmmm … deixe-me pensar bem antes de dizer isso para não ferir quem pensa assim … hmmm … uma enorme … hmmm … já sei … falta de precisão!!!  (sai bem dessa!\o/).

Para os que utilizam, ou não, o flashmeter o esquema de raciocínio é:

 1)      Construir essa “jaula” de luz conforme descrito em pormenor no diagrama lembrando sempre de manter ângulos de 45 graus ou que sejam múltiplos (90 graus, por exemplo).

 2)      Começar a medição fotométrica sempre de traz para frente pois isso evita estouros nas altas luzes provenientes das luzes de trás que criam esse recorte dos dois lados da modelo. Vale lembrar que a utilização de sombrinhas brancas é fundamental para que a característica da luz seja diferente da que vai preencher as sombras que é mais suave na combinação (sombrinha translúcida com retorno de luz nas placas de esferovite/isopor).        

Vamos então ao diagrama??!

EFO 2

Faça o primeiro disparo de teste e ajuste o que for necessário para que as altas luzes de recorte tragam detalhe da pele (se houver “estouros” vá fechando o diafragma de 1/3 em 1/3 de fstop até enxergar algum detalhe) … vou chamar de Medição 1.

3)      A partir dai vamos começar a ligar os flashes portáteis que ao final serão os comandantes (“por simpatia” como se diz em Portugal que significa por “célula fotoelétrica” no Brasil). A configuração deve sempre ser feita em modo MANUAL pois o TTL, segundo o que defendo, é para “fotógrafos lagartixas” e o manual mostra quem é “fotógrafo crocodilo”, da seguinte forma:

Medição 1 – 1 fstop = Flash à esquerda com sombrinha branca, ou seja:

Exemplo: Para os que não o utilizam a melhor combinação na camera foi 1/125 com fstop 8, o flash frontal à esquerda com sombrinha branca deverá estar em uma potência fracionada que dê fstop 5.6.

Para os que usam flashmeter tudo fica muito mais simples e rápido pois é fazer a medição 1 até obter os detalhes das altas luzes conforme expliquei e feito isso medir a parte frontal do rosto até obter 5.6.

4)      A outra luz frontal central com sombrinha translúcida tem a função que é criar um levíssimo preenchimento das sombras do lado direito (da foto) e deve ter 1/8 da potência que ficar definida para o flash portátil à esquerda e ajuda muito no catch light (esse brilho no olho que dá vida ao olhar num retrato).

Exemplo: Por hipótese, se depois do passo 4, o flash com sombrinha  branca em modo manual estiver com ½ o outro flash deverá estar regulado para 1/16 (já com a sombrinha, atenção!!).

5)      Ajuste as placas frontais que devem estar perfeitamente paralelas ao fundo de maneira que consiga enquadrar no espaço entre elas sem enxergar as luzes de recorte pois isso garante que não haverá invasão de luz na objetiva causando uma perda significativa de contraste ou flare em casos extremos (invasão de luz diretamente na lente causando aquelas manchas na imagem).

 6)      Essa luz cria uma zona de segurança de 2 metros (diâmetro à volta de modelo) onde a fotometria mantém-se a mesma (explorem!) e por isso serve também para trabalhos de corpo inteiro, para planos mais fechados como retratos ou mesmo close-up como esse que juntei ao diagrama para vcs poderem comparar com a foto que abre este tutorial.

 Abreijos, Galera!!!!! É NÓIS!!!! 🙂

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Fernando BagnolaFernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1994 atua nas áreas de moda e publicidade, vive em Portugal há 7 anos e desenvolve formações de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil e Portugal.
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APRENDA A USAR O FLASH PORTÁTIL + CTO 1/4 EM MODA | STROBIST “

APRENDA A USAR O FLASH PORTÁTIL+CTO 1/4 EM MODA| STROBIST:ILUMINAÇÃO COMBINADA: FILL FLASH EM BAIXA POTÊNCIA + LUZ NATURAL + BAIXA VELOCIDADE DE OBTURAÇÃO

Mariana Pereira

Postei esta foto porque quero mostrar que não se consegue controlar tudo durante uma sessão cheia de adrenalina como esta pq, cá entre nós, não é lá muito “normal” encontrar uma modelo linda, de lingerie, no meio de uma avenida em plena luz do dia, concordam?? … Mas é disso que eu gosto!!!

Gosto de A-dre-na-li-na na veia porque tinhamos que conseguir as fotos antes da polícia chegar!!!

Nestas situações uso o Número Guia do flash em combinação com a Lei do Inverso do Quadrado da Distância e configuro sempre a potência fracionada em modo manual para poder ter o flash sempre ali certinho na foto mas, por outro lado, uso o foco continuo (“Servo” na Canon e “Continuous” na Nikon) e em modo de disparo continuo também.

Escolhi um enquadramento que criasse uma linha diagonal no fundo (=+profundidade) ajustado para que a luz do sol (luz de recorte) evidenciasse as texturas em linhas verticais (=luz de relevo) que formam uma moldura para as curvas do corpo feminino.

Outro elemento bastante importante na cena aqui são as pessoas que criam um ambiente realista, com movimento em função da velocidade 1/30, aumentando a ação no segundo plano, trazendo uma emoção que acaba por dar aqui o toque interativo (de ação com a rua)  enquanto que o plano da modelo ficou sincronizado com o flash portátil que “congelou” a modelo.

Obs: (Estou com o photogel CTO 1/4 no flash que “rouba” 25% da potência final na luz do meu flash e isso ajudou também para este tom de pele tudo a ver com o styling e com a luz ambiente).

Fiquei esperando as pessoas se aproximarem e no momento certo … Clic!!!!
😉

Abreijos … Tamujuntu!!! … Bóra lá pra rua!!!

Modelo: Mariana Pereira
Make up/Hair: Cláudia Duque
Styling: US
Assistente: José Silva
Fotografia/Edição: Fernando Bagnola

 

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APRENDA A USAR O FLASH PORTÁTIL EM MODA (MULTI STROBIST)

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ILUMINAÇÃO COMBINADA:
FOTOGRAFIA NOTURNA E A ILUMINAÇÃO DE MODA

Hoje resolvi colocar esta sequência de fotos por várias razões:
É uma foto noturna, de moda e iluminada com flashes portáteis!!
Três assuntos que despertam muito interesse num único tutorial.

 MONTAGEM

Quero, com isso, mostrar um bom exemplo de como podemos facilmente utilizar flashes portáteis que são muito melhores em exterior em comparação com os caríssimos geradores que custam muiiiiiiiiiiiiiito mais caro!!! ($$$$$$$)

Há alguns fotógrafos que usam bateria portátil com capacidade para 2 ou 3 tomadas para conectar as cabeças de flash de estúdio mas isso também engessa qualquer movimento que o modelo venha a fazer.

Este trabalho foi feito para um dos maiores nomes da moda masculina de Portugal, Nuno Gama, e era uma boa oportunidade de fazer algo diferente já que era fora de situações “normais” de estúdio ou exterior, menos parado, menos posado e que desse uma certa adrenalina pela dificuldade técnica implicada na cena que era noturna (a polícia passou duas vezes e pensei que iriamos passar a noite dando explicações sobre porque tinha um cara tirando a roupa em plena Avenida da Boavista que é uma via principal no trânsito do Porto/Portugal). Quem já fez cursos, workshops ou assistência para mim, sabe muito bem da importância que dou para que haja uma boa construção das 3 componentes mais relevantes na construção da iluminação e, principalmente, que o trabalho tenha >CONSISTÊNCIA< que significa ter uniformidade em todos os clics sem aquela coisa horrível de claro, escuro … luz certinha, luz erradona, luz mais ou menos, …, …, correndo o risco do cliente gostar de uma imagem que está errada do ponto de vista da iluminação e  termos que ficar dando desculpas porque a foto ficou uma m**** (= aquele barulhinho de pim de censura quando a gente fala alguma m****).

Por isso, chamei 3 dos meus melhores alunos até hoje que foram formados também com a intenção de tê-los comigo em situações de trabalho como meus assistentes e assim eles,  também,  ganham ritmo e aprendem sob pressão que é o mais importante para suas carreiras individuais. Aqui estão eles!!! … da esquerda para a direita, Pedro Faustino (2º), Edgar Tavares (4º) e Rui Rocha (8º)!!! Assim como uma sinfonia se faz com 7 notas, uma boa fotografia deve sempre ter essa afinação entre as luzes (ratios=diferenças entre os EV) para poder resultar bem e, principalmente em Moda, não há “O FOTÓGRAFO” e sim “A EQUIPE” de deve ter os créditos na divulgação … SEMPRE!!!!!

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Então vamos lá organizar a conversa:

Não é nenhuma novidade para os que me conhecem, ou seguem os meus tutoriais, que eu defendo firmemente a idéia de que podemos fazer fotos profissionais com equipamentos de entrada de gama (ao contrário do que dizem por ai) e nessas situações críticas aproveito para mostrar aos meus alunos que isso é verdade, além de colocar um pouco de adrenalina no ambiente com a minha velha amiga 20D com 8,2 megapixels que, supostamente, seria impensável e, como se já não bastasse, peguei a lente 18-55/3.5-5.6 do kit (juro!!!) que muitos dizem ser um “pedaço de plástico” … é tão antiga que nem estabilizador tem (para estas fotos em movimento ainda por cima … ui, agora sim eu começo a gostar porque me faz lembrar da adrenalina que era fotografar em filme (analógico) com cameras completamente mecânicas sem qualquer eletrônica (mesmo!!) e era tudo raciocinado na tela mental antes de clicar.

Poderia fazer com full frame … claro que sim … afinal tornaria tudo muito mais fácil! Porém, considerando que estava ali com alunos que não tinham esse tipo de equipamento, resolvi provar que tudo é possível desde que se entenda de LUZ!!!! Falando em LUZ … vou explicar a iluminação:

ESQUEMA DE ILUMINAÇÃO

KEY LIGHT (OU LUZ PRINCIPAL QUE VOU CHAMAR DE LUZ 1) FILL LIGHT (OU LUZ AMBIENTE QUE VOU CHAMAR DE LUZ 2) SEPARATION LIGHT (OU LUZ DE RECORTE QUE VOU CHAMAR DE LUZ 3) KICKER LIGHT (OU LUZES ESPECULARES=REFLEXOS PONTUAIS QUE VOU CHAMAR DE LUZ 4)

LUZES 1 E 2: Sempre sintonizadas com o mesmo RATIO (=potência) e com a mesma temperatura de cor que, neste caso, o flash frontal foi corrigido com técnica de gelling (photo gel laranja) CTO 1/4 na LUZ 1 para que não houvesse aquele aspecto esquisito que vemos muitas vezes pelo temperatura de cor do flash portátil mais para o daylight (5.500 > 5.600 K) “brigando” com os tons mais amarelos do ambiente (3000 > 4000 K). A LUZ 1 (KEY LIGHT OU PRINCIPAL) posicionada atrás de mim (acima dos meus ombros e apontada na direção do modelo) numa vara extensível que eu construi a partir daquelas que se usam para pintura de paredes (é sério!!!) e que adaptei um espigão de encaixe de tripé para poder colocar o suporte do flash portátil com um trigger (wireless). LUZES 3 (LUZES DE RECORTE): São esses brilhos que percorrem as laterais do corpo do modelo e o >recortam< do ambiente da Avenida desde os pés até os cabelos. Há dois flashes portáteis de cada lado do modelo, lembrando que os dois estavam com o dobro da potência da LUZ 1, caso contrário, só iluminariam e não cumpririam a função de recortar. IMPORTANTÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍMO: O ratio (potência) entre LUZ 1 E LUZ 3 DEVE SER DE +2 NO MÍNIMO PARA A LUZ 3 PODER SER VISTA COMO HIGHLIGHT.

AQUI NÃO HÁ CORREÇÃO NA TEMPERATURA DE COR EXATAMENTE PARA APROVEITAR O TOM PRÓPRIO DO DAYLIGHT (AO CONTRÁRIO DA LUZ 1 COMO EXPLIQUEI AI EM CIMA EM LUZES 1 E 2) LUZ 4 (LUZES ESPECULARES): São luzes que “acontecem” sem controle e são resultado de outras fontes existentes ao redor como estas que fazem parte da iluminação urbana. São muito úteis para criar profundidade na cena fotográfica adicionando luz que reforça os detalhes do segundo plano.

O mais importante é que isso mostra o potencial fantástico e qualidade profissional que VOCÊ pode conseguir sem ter que gastar rios de dinheiro atendendo, e muito bem, às expectativas técnicas que os “grandões” mostram por ai. E mais … com possibilidade de fazer fotografias com muito movimento pois os flashes portáteis são fontes autónomas que permitem ISO baixo na camera, são independentes, muito mais baratos e não pesam nada.

E para finalizar, escolhi um setup com ISO 400 pois assim consigo incluir mais da FILL LIGHT da locação que é muito relevante no resultado final (4 X ISO 100).

DICA: Faça tudo sempre em modo MANUAL … camera, flash, trigger … e comece sempre pela medição da Luz Ambiente (modo matricial) para não acontecer o que vemos tanto por ai quando o fotógrafo deixa o flash pensar por ele e não consegue criar uma Iluminação Combinada entre Luz Ambiente (contínua) e Fill Flash. Feita a medição, que neste caso deu 1/80 em ISO 400, use o numero guia do seu flash para calcular a abertura exata que faça a iluminação do modelo. Você pode estar pensando … 1/80??? … em movimento??? … o Fernando se enganou! Vou explicar, não se preocupe … é fácil entender!! Tenho “testemunhas”!!! 😉 Como este tipo de iluminação “anda” com o modelo, ou seja, se o modelo e os assistentes com os flashes laterais (recorte) dão um passo para a frente eu e o assistente com a luz frontal damos um passo para trás acompanhando o movimento e o foco se mantém inalterado … como acontece quando usamos a técnica “panning” em velocidades muito baixas para criar o efeito de arrastamento no fundo mantendo um carro focado. Vale lembrar que o flash também ajuda muito a congelar o movimento!!! 😉

Espero que tenham gostado, não fiquem só por aqui e EXPERIMENTEM!!!!!

Um enorme abraço a todos!!! É NÓIS!!! TAMUJUNTO!!!

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FICHA TÉCNICA:

Cliente: Nuno Gama / Modelo: DJ Rui Santoro (Elite Models) / Make up/Hair: Vanessa Souchet / Susel Souza / Styling: Nuno Gama / Assistentes: Edgar Tavares/Pedro Faustino/Rui Rocha / Fotografia: Fernando Bagnola

 


Fernando BagnolaFernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1994 atua nas áreas de moda e publicidade, vive em Portugal há 7 anos e desenvolve formações de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil e Portugal.
portfolio: www.fernandobagnola.com                   workshops: http://workshop.fernandobagnola.com