EFOtv PRO | É POSSÍVEL TER SUCESSO PROFISSIONAL SEM TER UMA FULL FRAME??? A RESPOSTA É: SIM!!!

Olá, Amigos da EFO!

Tenho recebido vários e-mails e mensagens de amigos que querem ser Profissionais e estão preocupados com “o equipamento” ser Full Frame ou não e demonstram uma certa insegurança ali no meio dos “fotógrafos tops” (palavras deles) que defendem o seu uso incondicional e vou provar que isso NÃO É VERDADE!!!! … afinal, contra fatos (e fotos!) não há argumento. 🙂

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Todos os meus alunos com equipamento semi-profissional com sensores APS-C fazem essa pergunta e resolvi colocar várias fotos (abaixo) feitas por mim com a minha 20D e objetivas originais 18-55 mm /f: 3.5-5.6 (do kit), 100-300mm f/4.5-5.6, 50mm f.1.8 e 10-20mm f4-5.6 SIGMA que muitos “tops” chamam de “aquelas merdas de plástico” (desculpe o termo, mas merda é ter de ouvir isso). Se você é daquelas pessoas que, ao invés de gastar,  adoram aprender como podem ganhar dinheiro, aqui vai um link que mostra que há comparações profissionais consistentes entre as duas cameras na época em que foi lançada a primeira 5D da Canon (o que deixa tudo muito melhor para quem tem cameras atuais “não full frame” que são muito mais avançadas do que esta e conseguem resultado (e preços) incomparavelmente melhores):
https://en.wikipedia.org/wiki/Canon_EOS_5D

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Vale muito a pena lembrar que estas lentes são do tempo em que não havia sido inventado o estabilizador de imagem e a situação do desafio aumentava a adrenalina porque eu não poderia errar em nada e o limite viável do ISO era 400.

Aqui vão alguns exemplos de trabalhos que fiz em vários segmentos de mercado, Moda, Editorial, Sensual, Boudoir, Publicidade, Gastronomia & Drinks, Produtos, Arquitetura, Turismo, Industrial dando ênfase aos CASAMENTOS que são uma área de profundo interesse e no final deste artigo há um video que vai deixar você muito com mais confiança em investir no equipamento certo para o momento certo na hora certa porque desta forma conseguirá ganhar dinheiro muito mais rápido (=ter lucro) para depois de ganhar experiência, com calma e inteligência, investir em novos equipamentos, caso queira atender novos mercados que exigem Full Frame.

Vamos então começar a ver os resultados conseguidos com uma camera assim tão simples?!

1) Trabalho de Moda Boudoir/Sensual em Exterior & Estúdio
Equipamento: Camera 20D | Lente 100-300 f/4.5-5.6 sem estabilizador |

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2) Trabalho de Moda MasculinaUnderwear Jorge Santos (Bélgica e Portugal)
Equipamento: Camera 20D | Lente 100-300 f/4.5-5.6 sem estabilizador |
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3) Trabalhos de Moda Editorial com a dificuldade a mais de ser Noturna.     Equipamento: Camera 20D | Lente 18:55 f/3.5-5.6 sem estabilizador | Flash 580 EX

assinatura-faceEquipamento: Camera 20D | Lente 100-300 f/4.5-5.6 sem estabilizador | 1004633_10151779621621352_1899231824_n
4) Trabalhos de Fotografia de Produtos – Joalheria
Equipamento: Camera 20D | Lente 50mm f/1.8 sem estabilizador | lente macro +2/+4
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site www.noahjoias.com

5) Trabalhos de Fotografia Beauty com Joalheria
Equipamento: Camera 20D | Lente 100-300mm f/4.5-5.6 | sem estabilizador
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6) Trabalhos de Publicidade para a NATURA (São Paulo/Brasil)
Equipamento: Camera 20D | Lente 100-300mm f/4.5-5.6 | sem estabilizador
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7) Trabalhos de Fotografia de ProdutosGastronomia & Drinks
Equipamento: Camera 20D | Lente 50mm f/2.5 compact macro | sem estabilizador.

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8) Trabalho para a Revista de Turismo Brazil Travel News – Santiago de Compostela
Equipamento: Camera 20D | Lente 18:55 f/3.5-5.6 sem estabilizador |
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9) Trabalho para a Agência Mundotour Turismo (para vários Países)
Equipamento: Camera 20D | Lente 18:55 f/3.5-5.6 sem estabilizador |
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10) Trabalho de Reportagem Oficial para o evento Red Bull Air Race – Porto, Portugal Equipamento: Camera 20D | Lente 100-300 f/4.5-5.6 sem estabilizador |
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Equipamento: Camera 20D | Lente 18:55 f/3.5-5.6 sem estabilizador |portfolio-2009-fernando-bagnola-photographer-74
11) Trabalhos de Eventos Sociais: Casamentos (várias situações de luz)
Equipamento: Camera 20D | Lente 100-300 f/4.5-5.6 sem estabilizador | Flash 580 EX

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Equipamento: Camera 20D | Lente 18:55 f/3.5-5.6 sem estabilizador | Flash 580 EX_mg_4986-copy

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12) Trabalho de Fotografia Industrial: Cliente: Nanium – Portugal
Equipamento: Camera 20D | Lente 10-20mm f/4-5.6 sem estabilizador/ SIGMA
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Não depender dos automatismos do equipamento e pensar na edição como algo pouco importante me obriga a raciocinar tecnicamente e trazer tudo para o pixel fazendo com que o meu Cliente olhe o resultado no momento do clic. Se for uma mulher, ela sente-se logo linda e sem necessidade de ser photoshopada … se for um produto, o Cliente fica orgulhoso do que faz e sente que valeu a pena investir num Profissional que sabe o que faz e que vai entregar o trabalho muito mais rápido do que outro que fica dias a corrigir aquilo que poderia ser evitado na iluminação ou na configuração técnica da fotometria.

Quem me conhece sabe que detesto poses de manequim de loja, modelos paradinhas com as mãos na cintura,  … Meu estilo é fotografia em movimento, camera que sai do lugar, reenquadra e cada foto completamente diferente da anterior sem olhar para o monitor da camera porque já sabe que ali tá tudo certinho dando consistência fotométrica ao trabalho … algo do tipo “quase cinema” com captação daquilo em movimento daquilo que vai acontecendo durante a sessão, o que cria uma ligação com outros ambientes de trabalho como um casamento, por exemplo, onde não se pode repetir nada e o profissional tem de dominar essas variantes todas.

Há alguma semanas publiquei uma video-aula sobre esse assunto: “Aprenda 3 técnicas de Fotografia de Moda em Movimento” que também vale para outras situações como Casamentos onde as coisas acontecem sem parar. Segue o video para quem quiser ver:

Faço isso sempre que posso para mostrar a todos os meus amigos que o equipamento não é o mais importante  quando se sabe iluminar, medir e chegar ao resultado pretendido com uma camera que é, literalmente, a tararavó das full frame e que foi a “camera dos profissionais” durante um bom tempo até que viesse a primeira full frame 5D com 12,8 mpx. Ou seja, até então, todas as grandes campanhas de moda e publicidade eram feitas com essa camera que tinha ISO máximo 1.600 … e é por isso que acho muito estranho ouvir “fotógrafos” reclamando porque têm problemas com ISO nas suas cameras atuais que “só” chegam a 6.400 (what???!) e logo se entopem de dívidas para comprar uma nova. Na verdade mais pura, é porque não fazem a menor ideia do que é ajustar as variantes da abertura x velocidade x ISO porque o problema está na incapacidade de raciocinar analogicamente e traduzir isso para o digital … e ponto!

Num dos meus workshops “Strobist, Aprenda a usar o flash portátil em Moda, Beauty & Retrato”, tive a sorte de ter ali uma aluna que queria participar mas não tinha camera e flash portátil e eu respondi que não seria problema porque eu levaria a 20D e um Speedlite 580 EX … E assim foi!

Também fiz um video (no final do artigo), onde as fotos dela aparecem em slideshow entre os que tinham equipamentos prá lá de top e desafio a quem for capaz de apontar quais são as fotos dela ali no slideshow que aparece no video. O segredo para ter sucesso é construir um pensamento de marketing que conjugue o seu equipamento com o tipo de mercado para o qual ele está ajustado em termos de capacidade de cumprir as expectativas, mas isso geralmente não acontece, ou seja, a pessoa vai numa loja, compra o equipamento e nem sabe em que área vai atuar, ou se sabe, não tem “pedal” para acelerar numa situação mais exigente do ponto de vista técnico … e dai coloca a culpa na máquina??!! … Oi?!!!

As fotos dela foram para o site da Best Models que está entre as melhores Agências de modelos da Europa e foram muito elogiadas pela diretora porque eram mesmo fotos top que passaram a fazer parte do material oficial de divulgação das modelos.

Proporcionalmente, esta aluna acaba por ser a mais top em termos de crescimento técnico comparando com os outros que já sabiam muita coisa e tinham equipamentos full frame. Se formos colocar isso num gráfico de performance, a representação é uma reta completamente vertical apontado diretamente para o céu que é o limite daquele olhar potente associado à um equipamento, teoricamente, muito menos potente.

O que eu ensino (e defendo)  está baseado em algo que tem a ver com a minha vida no estúdio onde a rentabilidade é fundamental e não preciso gastar um barril de dinheiro para conseguir resultados profissionais.

Quem já investiu algum valor nas minhas formações sabe que uma das condições para estar nelas é “querer ser profissional e ganhar dinheiro com fotografia” … Se não for esse o objetivo não sou eu a pessoa indicada porque é exatamente o que eu pretendo que aconteça é vê-los realizados e bem posicionados no mercado.

Para se ter sucesso profissional temos de pensar como empresários da fotografia e isso pressupõe ter uma base técnica muito sólida para extrair lucro daquilo que já está pago ou do que for mais inteligente do ponto de vista do investimento inicial como eu fiz até que seja mesmo necessário ter uma Full Frame na medida em que os novos Mercados exijam.

Fica assim dado o conselho que vem ilustrado por muitos dos meus próprios trabalhos profissionais.

Pausa para um cineminha rápido!! 🙂

Abreijos!!! Até a próxima!!! … É NÓIS!!! 🙂

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Fernando Bagnola

Fernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1984 atua nas áreas de Moda e Publicidade, vive em Portugal há 9 anos e desenvolve formações de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil, África e Portugal.

Embaixador da marca de equipamentos de iluminação Cactus:
http://www.cactus-image.com/ambassador-Fernando-Bagnola.html 
Portfolio: www.fernandobagnola.com               Workshops:
http://workshop.fernandobagnola.com

 

 

FOTOGRAFIA DE MODA | ILUMINAÇÃO FEMININA PARA BOOKS, MODA, BEAUTY E RETRATOS

“ILUMINAÇÃO FEMININA PARA BOOKS, MODA, BEAUTY & RETRATOS”

CATARINA

Olá, Amigos da EFO!!!

Se não tiverem esse equipamento do esquema, substituam por flashes portáteis e vai funcionar muito bem!!!

Aqui há 4 fontes de luz sendo:

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2 laterais com 1/2 potência (luzes de recorte)
1 frontal com 1/2 potência (luz principal)
1 atrás da modelo com 1/2 potência para apagar as sombras da iluminação frontal mudando o fundo para uma zona mais alta da escala no Sistema de Zonas conforme explico no meu livro “O Sistema de Zonas sem Mitos para Moda, Beauty & Retratos.

(Info em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151308119816352&set=a.10150652094791352.447992.595591351&type=3&theater)

Quando vc usa dois flashes laterais em potência reduzida consegue igualar os EVs e incluir aquelas luzes que contornam o rosto, cabelos e o pescoço dando mais volume e aumentando a sensação de profundidade sem criar highlights de recorte.

Se não houvesse iluminação lateral, correria o risco de ter uma imagem “flat” (chapada) pela maior predominância da luz frontal.

Ter todos os flashes na mesma potência significa uma distribuição totalmente equilibrada em termos de EVs ao redor da área iluminada para que, por exemplo, o rosto não ficasse mais claro que o corpo tendo em conta que o fotômetro ajuda muito na afinação das cabeças de flash.

A escolha de ter todas as fontes de luz difusas aconteceu pq só assim me livrei dos brilhos especulares (pontuais) no make up que foi feito com pó de ouro altamente refletor.

DICAS:

1) Lembrando que o flashmeter aqui é indispensável, principalmente se os flashes portáteis não tiverem o mesmo numero-guia, ok??!

2) Os flashes portáteis em iluminação combinada devem estar com níveis de carga próximos entre eles pois isso afeta o padrão de reciclagem do flash.

3) É um setup que também funciona muito bem para planos americanos (meio corpo).

Experimentem!!! Obrigado e até a próxima!!! É NÓIS!!! :)

MUA/HAIR: Marta Roque
MODEL: Catarina Gonçalves Pinto

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Fernando Bagnola (by Max Moor)Fernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1984 atua nas áreas de moda e publicidade, vive em Portugal há 7 anos e desenvolve formações de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil e Portugal.

  portfolio: www.fernandobagnola.com                                                         workshops:  http://workshop.fernandobagnola.com

APS-C X FULL FRAME | “O QUE TEM DE SER FULL FRAME É O CÉREBRO E NÃO A CAMERA!”

Bom dia, Amigos da EFO!!!

Hoje o estilo de”avião” vai ser outro porque Vocês estão acostumados a me ver fotografar outras “máquinas” de pele macia!  Porém, neste caso, ambas me (nos) levam à nuvens!!! 😉

… imagina o seguinte … em 2004 eu comprei uma 20D que era “a camera dos PRO” e fiz campanhas grandes com muita responsabilidade tipo Natura, Tissot e outras … hoje eu vejo gente que sofre com a falta de técnica e coloca a culpa na camera que tem ISO “só” 3.200 quando no tempo do analógico o máximo disponível era ISO 400 e a gente fazia tudo sem problema nenhum.

Eu escrevi este artigo porque tem muita gente que não precisa gastar nada tendo uma camera que tenha mais do que os 8,2 mpx disponíveis na 20D.

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EXIF: ISO 100 | FStop: 8.0 | Shutter: 1/8s | Exposure comp: -0,7

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EXIF: ISO 100 | FStop: 8.0 | Shutter: 1/8s | Exposure comp: -0,7

Aqui há uma história interessante a ser contada:

Logo que cheguei a Portugal, isso há 8 anos atrás, trouxe comigo a minha Camera 20D com uma lente 100-300mm | 4.5-5.6 | USM que usei em trabalhos grandes no Brasil onde o controle da divisão dos planos era a parte mais importante no briefing do Cliente.

Exemplos:

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Natura https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151342794131352&set=a.10151342793816352.527326.595591351&type=3&theater

Eu sempre digo, e vou continuar a dizer, que isso acontece por saber usar a “faixa ótima” das minhas lentes e extrair delas todo o potencial ao invés de acreditar que devo gastar muito mais do que é preciso para obter os mesmos resultados das mais caras porque, afinal, eu vivo da Fotografia e conheço o meu equipamento!!!!

No caso desta foto de hoje, eu fui contratado para fazer parte do time oficial dos Fotógrafos Oficiais credenciados e tinha que aproveitar a oportunidade para criar portfolio na Europa em novas áreas de negócio. A minha credencial era “PRESS” (Free Pass) e no dia lá fui eu para o VIP SPACE onde estavam os colegas mais “feras” com suas lentes gigantes apoiadas em monopés enquanto eu vinha com a minha 20D e uma lentezinha no meio deles … alguns olhavam para mim com um ar de “WTF??!”.

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Muitos já tinham bebido vários Red Bull com Whisky (do bom!!!), um sol de rachar na cabeça … começa a corrida de aviões e logo ali reparei que aquilo era uma “fábrica de salsichas fotográficas” porque estavam todos sentadinhos ao lado do outro e quando o avião passava todas as lentes faziam um ballet coordenado e todas as fotos sairiam praticamente iguais, com o mesmo fundo, etc … e para piorar, a manobra de entrada do piloto na frente do pit dos fotógrafos era com o dorso do avião e isso não era bom para divulgação do evento (BINGO!!!).

Foi ai que lembrei da estória de David e Golias e da filosofia do “No Education” do Pink Floyd (vale a pena ver esse video clip que é um show de direção de fotografia: https://www.youtube.com/watch?v=kAGkuPaatdc) e resolver sair de lá para encontrar o meu enquadramento e a minha forma de expressão.

Lembrei que do outro lado do rio Douro eu tinha um Cliente novo (Simbiose) na área de fotos de gastronomia e que lá havia um sotão onde eu poderia fazer um trabalho diametralmente oposto com as enormes vantagens de ter o cockpit na foto com a área VIP do Red Bull Air Race ao fundo!!! (e ainda estar com o meu Cliente tomando um vinho português maravilhoso!!).

Nesse tipo de fotografia, o primeiro raciocínio é “É tudo muito rápido, então vou colocar a velocidade de obturação lááááááá nas nuvens e assim consigo resolver o problema de arrastamento do avião!!! E o pior é que a grande maioria dos “professores” ensinam assim … mas o movimento de rotação da hélice é muiiiiiiiiiiiito importante para que o realismo, a ação e o movimento estejam presentes na mensagem, caso contrário, não tem valor nenhum e eu não conseguiria estar no site oficial da Red Bull e no ano seguinte perderia o crachá de PRESS (Free Pass). Muita gente nem faz idéia da importância em conseguir criar tecnicamente a combinação ideal de velocidade x abertura (no ponto ótimo sempre) x panning horizontal sem movimento redundante (= variação vertical durante o panning horizontal) … isso tudo sem errar a pontaria e ainda tendo que fazer uma composição minimamente encaixada na lei dos terços e os seus pontos fortes.

Reparem que o White Balance aqui tem duas situações principais:

1) Daylight na área VIP onde estão todas aquelas pessoas.
2) Shadow na parte inferior onde estáo paredão (que tem valores Kelvin mais altos (entre 6.500 a 7.000K) puxando os tons neutros do concreto para “azulados”.

Optei por Daylight e assim usava essa distorção das sombras como fundo para os vermelhos e na minha opinião isso aumentou o contraste geral das cores.

No dia seguinte, recebi um email da Central de Imprensa com um aviso de que a minha foto estava entre as escolhidas e depois vim a saber que alguns pilotos elogiaram a nitidez em contraponto com a velocidade e que no evento seguinte estaria entre os que teriam livre acesso novamente.

Vou colocar aqui algumas das outras fotos que foram aprovadas pela RED BULL feitas com a lente 18-55mm do kit (e ainda nem tinha estabilizador):

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Ninguém me perguntou que camera eu tinha usado!!!
Ou seja, “O que importa é ter o cérebro full frame e não a camera!”

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Obrigado e até a próxima!!! É NÓIS!!! 🙂

Fernando Bagnola (by Max Moor)Fernando Bagnola, nascido em São Paulo, fotógrafo profissional desde 1984 atua nas áreas de moda e publicidade, vive em Portugal há 7 anos e desenvolve formações de Técnica Fotográfica e Edição no Photoshop através de workshops e cursos ao vivo por vídeo-conferência tendo alunos formados no Japão, Inglaterra, Brasil e Portugal.

  portfolio: www.fernandobagnola.com                                                         workshops:  http://workshop.fernandobagnola.com